• Ermes Costa

1º de maio, dia da trabalhadora e do trabalhador. Data que nos faz acreditar na organização coletiva

1º de maio, dia da trabalhadora e do trabalhador. Data que nos faz acreditar na organização coletiva como meio de conquistas e direitos, além da defesa da vida de cada um. Foi neste dia, em 1886, em Chicago, EUA, que dezenas de trabalhadores morreram no confronto com a polícia defendendo o direito a greve e a melhoria das condições de trabalho e melhores salários.

Hoje, mais de 130 anos, aqui no Brasil, temos direitos ao 13o salário, férias, horas extras, FGTS e aposentadorias. Muitas mulheres e homens dedicaram suas vidas para na luta por essas conquistas. Não foi fácil e devemos sempre lembrar que sem organização coletiva e luta, não iremos conquistar o que queremos.

Nesse momento, vivendo a maior crise de saúde da história – a pandemia causada pela doença COVID-19 - Bolsonaro, Paulo Guedes e sua trupe formado por políticos do Novo, DEM, PSDB e PSL fazem um discurso de retirada de direitos, eles aprovaram a carteira verde e amarela, fizeram a reforma da previdência, perseguem os servidores públicos, buscam sem dó retirar todas as conquistas das trabalhadoras e dos trabalhadores vigentes no momento.

Além disso, fazem quase nada pelos trabalhadores informais, autônomos e empresários que estão sofrendo financeiramente ocasionada pela diminuição dos negócios, devido a Pandemia de coronavírus que vivemos neste dia.

As pessoas pobres do nosso país são humilhadas e negligenciadas. Elas precisam ficar horas numa fila desorganizada, com risco de contaminação, para sacar o valor de apenas R$600,00. E assim, não morrer por falta de comida.

Neste momento difícil que exige o distanciamento social, diversas categorias precisam seguir trabalhando, mesmo com medo de ficar doente por causa do coronavírus, eles seguem no trabalho, junto com seus colegas, para honrar o compromisso profissional com a sociedade.

São as trabalhadoras e trabalhadores do setor de alimentos, de combustíveis, os profissionais da comunicação e da segurança pública. E não podemos esquecer de forma alguma dos nossos amigos bancários, que estão prestando um atendimento fundamental neste momento, hoje tem mais gente na fila do banco do que em qualquer outro lugar, ponto de aglomerações, superando todos os limites físicos e de estrutura oferecida pelas instituições. Ainda cito, os urbanitários – as trabalhadoras e trabalhadores do setor de saneamento e energia, que desempenham suas atividades na Chesf, Celpe e Compesa, que poucos são lembrados nesse momento, mas estão todos os dias colocando suas vidas e dos familiares em risco, pela contaminação devido o coronavirus.

Essas trabalhadoras e trabalhadores dos serviços essenciais não usam capas e não possuem poderes sobre-humanos, mas dedicam sua vida para manter o bem estar da sociedade. E hoje, podemos chamá-los de super-heróis.

Que 1º de maio de 2020 seja lembrado como dia de luta e defesa da vida, e não uma data festiva. Viva as trabalhadoras e trabalhadores.

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