• Ermes Costa

22 de março, dia mundial da água, um dia para reflexão!

Hoje, é um dia importante para fazermos algumas perguntas simples: Existe vida humana com acesso limitado a água? Caso você não consiga pagar pela água, o que acontecerá? Você ficará com sede e morrerá?

Para parte da população, a solução para evitar respostas amargas para essas perguntas também é simples, basta manter os serviços de abastecimento de água como responsabilidade do Estado e priorizar as políticas públicas, como obras para fornecimento de água em locais longe da água, implantação de tarifa social para a população de baixa renda, a fiscalização da prestação dos serviços e da qualidade da água, entre outras.

Porém, o presidente Bolsonaro e o seu ministro Paulo Guedes não conseguem enxergar o óbvio. Desde que assumiram o governo federal, iniciaram uma campanha publicitária e política para PRIVATIZAR o setor de saneamento, no tocante, a água e esgotamento sanitário. O objetivo é único, entregar um mercado de consumidores permanente, no setor da economia monopolista, que cresceu na última década mais de 37% do que o PIB nacional.

Eles dizem mentiras, atacam as trabalhadoras e os trabalhadores das companhias estaduais públicas, apresentam números de indicadores alterados e manipulados. São pessoas que não tem nenhum pudor de enganar.

Eles chamam de "avanço" as alterações no marco legal de saneamento que propuseram (mudanças estas, feitas exclusivamente pelos representantes do setor privado). Na realidade, o governo federal apresentou ao Congresso um Projeto de Lei de No 4162/19, que visa tirar a autonomia dos municípios nos serviços de saneamento, acabar com a fiscalização e regulação dos estados, forçar a venda das companhias estaduais, por meio de ameaças de corte de recursos. TUDO PARA ATENDER os interesses do SETOR PRIVADO, sem se preocupar com a população que mais precisa.

Essas alterações não resolverão os problemas do déficit de saneamento no Brasil. Pelo contrário, deverão intensificar a exclusão social. O setor privado, no seu papel econômico, buscará o lucro e priorizará as localidades que exigem menores investimentos e permita uma operação superavitária. Em Pernambuco, sabe quantos municípios são superavitários? Menos de 10, do total de 182.


A COMPESA privatizada, o instrumento do subsídio cruzado, onde as cidades superavitárias subsidiam as deficitárias, estará ameaçado, com isso as tarifas deverão subir para a sustentabilidade da operação, ou simples os serviços serão abandonados. Como dizemos: o remédio matará o doente!

Defender a COMPESA pública e de qualidade, é defender as pessoas que mais precisam, os municípios pobres e longes de uma fonte de água. É defender as periferias. É defender a classe média do aumento da conta de água. É defender a tarifa social. Hoje é um dia de reflexão!

Ermes Costa

Professor da POLI/UPE

Engenheiro da COMPESA

Membro do Conselho Deliberativo da COMPESAPREV

Instagram /ermesfcn



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