• Ermes Costa

Greve dos Petroleiros #NósDefendemos

No 12º dia de paralisação nacional, a greve dos Petroleiros proporciona a sociedade debates sobre a privatização da Petrobras e o significado das refinarias para a soberania nacional.


Neste último final de semana, estivemos no acampamento grevista na frente da sede da Petrobras, no Rio de Janeiro, para prestar nossa solidariedade e absoluto respeito as trabalhadoras e os trabalhadores que aderiram à greve. Os grevistas exigem a suspensão das quase 1 mil demissões na Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná (Fafen-PR), previstas para serem desencadeadas na próxima sexta-feira (14), o cumprimento do Acordo Coletivo de Trabalho - ACT e o fim das privatizações das Refinarias da estatal.


Desde o golpe jurídico-parlamentar sofrido pela presidente Dilma (PT), o presidente Michel Temer (PMDB) em 2016 modificou a política de preços da Petrobrás, no qual passou a ser influenciado pelo aumento do dólar e do barril de petróleo cru. Tal política foi mantida pelo o agora presidente Bolsonaro (sem partido) acrescentando ações de desestruturação da autonomia da Petrobras.

A política entreguista do atual governo federal modificou por completo a cadeia produtiva da Companhia, deixando de ser produtora de combustíveis para exportadora de óleo cru. Ou seja, deixando as brasileiras e os brasileiros reféns da produção de combustíveis fósseis das grandes empresas internacionais e as variações de preços mundiais.


Por isso, o atual governo federal prioriza a venda das refinarias Landulpho Alves (RLAM), na Bahia; Abreu e Lima (RNEST), em Pernambuco; Alberto Pasqualini (Refap), no Rio Grande do Sul; Presidente Getúlio Vargas (Repar), no Paraná; e Gabriel Passos (Regap), em Minas Gerais. Sendo vendidas, a Petrobras perderá por completo a capacidade de produção de combustíveis e para reverter precisaremos de décadas de investimentos e tecnologias, assim, o governo federal consolida a política entreguista e traidora com o povo brasileiro.


Neste cenário, #NósDefendemos a luta das trabalhadoras e dos trabalhadores da Petrobras, pois isso significa defender a soberania nacional, o patrimônio público e a melhoria das condições de vida das pessoas, especialmente, das que mais precisam, pois o aumento dos combustíveis impactam diretamente no preço dos alimentos, infraestrutura, medicamentos, eletroeletrônicos, entre outros produtos essenciais para a vida humana.


#NósDefendemos

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